domingo, 30 de janeiro de 2011

the fall from the stars II

Uma goteira no telhado, a mãe do menino pediu para ele ver o que aconteceu o pai não estava em casa, ele nunca estava.
Era um dia de muito calor, o acesso para o telhado era difícil mais o menino era cuidadoso. Alguma coisa chamou a atenção dele, ele ainda carregava a estrela no bolso, mais uma outra estrela chamou a atenção, a ''happiness''.
Como ela tinha ido parar em cima do telhado?
Por que ela tinha sumido?
Algumas perguntas não tem respostas mas essa o menino gostaria de saber...
Muitas coisas não estão fazendo sentido na vida dele, alguns sentimentos desaparecem por um longo tempo, outros nem aparecem.
Até quando vai durar essa fase?

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

''Just a Dream''

Perdidos, eu e ela, no meio da nada, sem ninguém pra poder ajudar, nenhuma informação era válida. Pessoas com rostos desfocados, ela não me tocava, e eu tambem não, dias antes estavamos bem, por uma recaida minha acabei com tudo.
Ela estava triste, e eu só procurando um caminho, uma saida... sei lá...
Sentei num tipo de degrau, abaixei a cabeça, do nada me abraçou, senti o calor, a respiração, disse que ia ficar tudo bem, que nós não estávamos tão perdido.
Acordei.
''Just a Dream''.
O Bob Dylan não canta mais ''mr. Tambourine man'', cantou uma vez, mais não era ela, e eu não atendi e nem me preocupo mais. Tudo entra no campo de visão e depois seca.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Sujeira.

A mesa do meu computador é uma bagunça, só quem já viu pra poder explicar.
Me mandaram arrumar (ou tentar).
Já achei de tudo desde, restos de comida a insetos.
Achei cd's da minhas fases antigas, mais nada pra se arrepender, aquelas musicas me fizeram ser o ''eu'' de agora.
Tem algumas fotos... De pessoas que já se foram, de pessoas que continuam comigo, e de uma pessoa que não sei se ainda faz parte de mim.
Algumas anotações antigas também, daqui a um tempo postarei algumas. Ah, tem algumas coisas no meu caderno da escola que eu acho que serviria pra alguma coisa.
Não escuto mais o Dylan cantando ''mr tambourine man'', o que posso fazer? na maior parte fui culpado...
Na mesa também tem um cotonete usado e alguns papéis amassados, devem ser contas ou nomes de pessoas, não importa. Tem alguns livros que comecei a ler e não terminei a maioria ''não faz meu tipo'', estou me entediando com muita facilidade. Sempre tento limpar essa bagunça, mas acontece algo e os papéis voltam, e sempre fica essa bagunça. A bagunça faz parte de mim, menos a parte dos insetos do cotonete e dos restos de comida.

domingo, 16 de janeiro de 2011

the fall from the stars

Na porta do guarda-roupas haviam algumas estrelas que brilhavam no escuro. Foram compradas em uma dessas lojas de 1,99, no pacote estava escrito ''fellings'', umas grandes outras menores, mais todas elas tinham o mesmo sentido.
Em uma madrugada de calor intenso, uma estrela caiu no chão, o menino se levantou, e percebeu que tinha algo escrito na parte de trás da estrela, ''hope'', tentou cola-la novamente na porta do guarda-roupas, mais não conseguiu, não tinha mais cola, e não tinha mais sentido essa estrela ficar junto com as outras.
Dias depois foram caindo uma a uma... aleatóriamente e percebeu que não havia a estrela com o nome de ''happiness'', isso não o deixou zangado, pois o menino não acreditava na felicidade; Depois de dias a mãe do menino percebeu que não tinha mais nenhuma das estrelas que ela tinha colado no guarda-roupas, e perguntou pro menino:
- O que aconteceu com as estrelas filho?
- Nada, apenas cairam.
- E agora? o que vai pendurar na porta do guarda-roupas?
- Nada, a estrela principal eu carrego no meu bolso, aonde eu vou eu a levo.
- Qual é meu filho?
- ''memories''. Eu não carrego todas comigo não é pelo tamanho delas, essa é a menor e mais significativa pra mim, com ela vou poder lembrar das outras estrelas. E quem sabe um dia encontrar a estrela que não tinha no pacote.
''Mãe, podemos começar de novo? Eu quero ser o garoto que eu era antes do mundo chegar, e me deixar mais frio, eu quero me sentir do jeito que me sentia antes.''



Beautiful Place - Good Chalotte

sábado, 15 de janeiro de 2011

Chuvas de Janeiro

Me perdi no tempo... Literalmente... Os dias passam muito rápido, e com eles vão os meses... A algum tempo atrás eu só queria crescer, e eu cresci e não percebi. O preço que paguei foram fantasmas a cada esquina das minhas caminhadas noturnas...
Semana conturbada? não, sou eu.
''Mais tudo passa e só o bom fica'', é o que a maioria me diz, mais sei que comigo vai ser diferente.
Tenho devaneios toda vez que vejo a chuva, tento seguir uma gota da hora que entra no meu campo de visão até a hora que ela cai e se desmancha; lembro que tudo entra na sua vida, percorre um tempo e quando chega o limite não passa de uma mancha simples no telhado branco, dai depois vem o sol, e seca, tudo seca.

domingo, 9 de janeiro de 2011

A quem possa interresar..

Chega um dia que algumas pessoas crescem mais do que seus pais, e percebem que eles não passam de pessoas idiotas e ausentes de mais pra nos entender.
Minha familia é ''quadrada'' de mais, perdi todas minhas vontades e sonhos, mais ainda tenho uma razão de continuar, fazer uma besteira só daria gastos a eles e eu não sou de me render pra problemas, mais chega uma hora que não da mais pra lutar.
Porra, nunca pensei que chegaria a esse ponto...

sábado, 8 de janeiro de 2011

Vida de cão.

Chuva fraca, cheiro de café no fogo, odeio café.
Queria ler, tentar colocar a cabeça no lugar, mais o barulho é intenso, em casa tem visita... Não que seja ruim, muito pelo contrario.
Olhando a chuva vi um cachorro vira-lata ou uma raça parecida, era criado na rua, na frente de casa pra ser mais especifico, eu e alguns vizinhos cuidávamos mais os donos pegaram ele de volta, o cachorro fica em uma laje, não tem comida nem água, ele não late mais, fica exposto a sol, chuva, vento e pedra que jogam nele.
Fiquei com um pouco de dó, é claro... Se tiver atenção no máximo é a minha, sempre quando volto da rua converso com ele...
Temos algo em comum, presos em um lugar, exposto a todo tipo de sensação. Podemos sair, e se sairmos alguém nos puxa de volta a laje.

Por não ter o que dizer.

Senhora no ônibus lotado, falando merda da vida de outras pessoas, falava como se a vida dela fosse perfeita ou o mais próximo possível.
Puta que pariu, sem sonhos, sem histórias belas para contar. Ela falava alto, mal ouvia a música no fone de ouvido e ela fedia, espero não ficar velho e fedendo a naftalina igual a ela.
Ah é, minha dor de cabeça constante era causada pelo fone, não uso mais com tanta freqüência, porque o meu quebrou, e ás vezes pego um emprestado.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O problema das histórias que não aconteceram, não é o que a gente inventa, são as partes que a gente esqueceu de inventar.



Frase do filme ''Meu tio matou um cara''.

sábado, 1 de janeiro de 2011

* * *

Um simples copo d'agua, um gole, um olhar pela janela da cozinha, um arrepio, ânsia de vômito, dor de cabeça muito forte. Não sei se vomitei a água ou se a cuspi na pia, estou fraco, sem as mesmas vontades, sem as mesmas pessoas, preciso sair um pouco, refrescar a cabeça, sei lá...
Estou cheio desse vazio.