sexta-feira, 15 de março de 2013

Talvez a minha volta, ou, talvez uma recaída pela necessidade de escrever.


Chegou de mansinho.
Disse oi, perguntou como eu estava.
Elogiou meu trabalho, (ás vezes acho que elogiar meu trabalho é o modo mais simples que elas acham pra puxar assunto).
Depois de algumas semanas vão virou minha amiga.
- Me passa seu telefone?
- Claro!
- Sempre atende?
- Sim, sempre...
Passei o de trabalho, talvez ela ainda não mereça o pessoal.
(...)
Ela não lembra de mim, mas eu lembro dela, e muito bem.
Fui em uma festa a alguns meses atrás, era aniversario dela se não me engano, ela me tratou mal.
Não me conhecia, não sabia quem eu era, com quem eu andava, o que eu fazia.
Mas pra mim, isso é meio que relevante, sabe?
Nunca fui de tratar pessoas desconhecidas mal, porque sempre tive uma visão de futuro;
Não sei se essa pessoa pode ser de grande influencia na minha vida depois de alguns anos.
Não sei se ela pode vir a ser meu grande amigo, ou, a mulher da minha vida.
Não sei se ela pode me salvar com a doação de algum órgão (caso eu precise, é claro).
E esse é o legal do tempo, do não saber do amanhã...
A magia do dia após dia!
(...)
Mas sempre sai fudido nessas, com minha esperança nas pessoas.
(...)
Ela nunca me ligou, nunca mais nos vimos depois da festa que ela não sabia quem eu era.
Nunca esperei ela ligar, e nunca quis ve-la depois da festa.
É naquelas, quando estou em casa, quero estar em alguma festa, quando estou em alguma festa, quero estar em casa.
Mas to aprendendo.




Deixei de escrever por motivos pessoais; Falta de inspiração talvez, mas to fazendo o máximo pra voltar.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

As coisas que eu aprendi, as vezes em que eu quase morri, sera que eu tinha que ficar aqui? Sera que é tanto assim que eu tenho pra falar?


- A comida daqui é horrivel.
- Eu sei.
- É bem pior do que você imagina... E a tv?! Só funciona esse canal, e mesmo assim, a imagem não é aquelas coisas...
- Tá bom...
Uma garota sorria na cama ao lado, eu disse oi, e sorri também.
- Ela fica assim o dia todo, o medicamento que dão pra ela é bem mais forte do que o meu.
- Ela sempre sorri?
- Sim...
Pensei em perguntar aos enfermeiros o nome do remédio, o usaria todos os dias, sem medo dos efeitos colaterais.
- Tá tudo bem em casa? Como tá bagunça?
- Tá tudo arrumadinho – menti.
- É sério?
- Sim, quando você volta pra casa? – meus olhos encheram de lagrimas.
- Não sei, talvez sexta, ou sábado.
Sorria, mais do que a garota da cama ao lado, e sem precisar de tantos medicamentos.
- Desce lá, deixa eu conversar um pouco com a sua irmã, explica direitinho pra ela, fala que é no quarto andar, no quarto 537...
- Tá...
- Você tá bem?..
- To sim, não precisa se preocupar...
- Fase de novo?...
- Talvez sim...
- Vai lá... Antes vem aqui, me da um abraço...
Quente, confortável, anestésico...
- Eu te amo.
- Também... – Dei as costas e fui em direção a saída.
Com os olhos cheios de lagrimas, fazia tempo...
Aperto o botão do elevador, e espero, enquanto coloco alguma musica pra tocar no celular.
O elevador chega, a porta abre.
Jullian, vestido de médico.
- Desce?
- Sim... Até o térreo né Elivelton.
- Isso...
- Você esta crescendo tão rápido...
- A gente não escolhe crescer...
Terceiro andar.
- Ela vai ficar bem, eu to cuidando dela.
- Eu sei...
- Falei pra você não se preocupar... Que tudo ia dar certo.
- O médico me chamou de canto antes de entrar no quarto, ele tentou me acalmar também, mas quando ele disse ‘a chance de sucesso da operação é de 90 % pode ficar tranquilo’, os outros 10% não saiam da minha cabeça...
Segundo andar.
- Abaixa o volume da musica, não precisa se segurar com tanta força nas barras da lateral... O elevador não vai cair...
- Quem garante?
- Eu! Por que não vai confiar em mim, estou do seu lado desde seu nascimento, desde quando você quase morreu, era só um bebe quando viu a morte pela primeira vez... Ela chorou pra caralho, Ele também...
- Eu já sei da historia inteira, sobre as visitas constantes, sobre eu ficar na incubadora, sobre os banhos de luz, sobre o traumatismo craniano...
- Relaxa...
Primeiro andar.
- Olha, como ela fica parada, absorvendo as informações em volta, parece com você...
- Não quero essa loucura toda pra ela.
- Não é loucura, analise como uma benção...
- Ou uma maldição...
- Pode ser os dois.
Abençoado por uma maldição.
Térreo.
Ela me esperava na porta do elevador.
- Qual o andar?
- Quarto.
- Tá, eu vou lá rapidinho, já volto.
- Vai lá...

I’m getting old, i’m not a kid anymore...

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Desculpem pela ausência.
Talvez esteja perdendo o foco.
Ou encontrei meu caminho.



''Ainda escrevo para não ficar louco, ainda escrevo para explicar esta maldita vida para mim mesmo.''  - Charles Bukowski.

sábado, 8 de setembro de 2012

Hoje anoiteceu rápido, mais que o comum.
Ou talvez ultimamente eu não tenha parado pra ver o sol se pôr.
Tenho escrito menos, cada vez menos...
(...)
''Sera que o tempo serviu de lição pra nos dois?''
(...)
''Sera que eu devo te ver, ou devo te esquecer?''

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Sobre eu, e, ela.


A porta entre aberta.
Ninguém na cozinha.
Talvez, ninguém em casa.
Pizza.
Jullian voltou, e trouxe felicidade.
- Quer um pedaço?
- Não, obrigado
- Quer um gole?
- Não, to parando...
- Por quê? Não precisa mais?
- Não que eu não precise, só to pensando em parar, ou diminuir.
(...)
Ela me beija com força, com muita...
Me morde, diz que me ama, e sorri.
E eu respondo, e dou o sorriso mais sincero do mundo.

72


Já foram 50.
Ou mais que isso.
Você não queria, mais aconteceu.
Abaixa a cabeça e pensa: ''Fica tranquilo, vai dar tudo certo''...
Você sabe que não vai dar tudo certo, mas mesmo assim continua.
Porque é bom, te acorda pra vida.
- Preciso beber algo, urgente.
- Vai dormir, amanhã você acorda cedo.
- Só um gole, de felicidade...
Não é fácil dormir quando se sabe que ainda falta mais ou menos 15.
E isso pode mudar sua vida.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Já não são mais os mesmos dias

Era estranho, mais do que o normal.
Não sonhava a mais de dois meses.
Você parada, em um tipo de cerca.
Sorria pra mim.
Como sempre sorriu.
Cheia de vida, me olhava com esperança.
- Te amo, você sabe disso.
- ...
- Não vai responder?
- Você é a mulher da minha vida...
Uma lagrima escorreu.
De cada olhar.
- Eu nunca te vi chorando.
- Eu sei, não se acostuma, isso é só um sonho.
Teu sorriso...
- Não me larga?
- Vou tentar... Não gosto de promessas.
(...)
Não foi uma lembrança.
E talvez, nem seja um desejo de futuro.
Jullian, no horizonte acenava pra mim, um adeus, levando a garrafa de felicidade.
E gritava: ''Você não precisa mais disso...''