domingo, 22 de abril de 2012

Não sei quanto de mim pode suportar.

E então acontece.
O frio vem.
Algumas gotas de chuva também.
E uma saudade silenciosa.
Fecha a porta.
Apaga a luz.
Diz que vai embora, e que não tem hora pra voltar.
Respondo com um sorriso, talvez isso seja a chave, a resposta que todos sempre quiseram de mim, um sorriso.
(...)
Blusa de frio cheirando a mofo, mas ela tem tanta história que se tornou a preferida.
Uma lata de qualquer coisa na mão, não importa o quanto você beba, ela nunca vai estar vazia;
Vontade de andar por ai.
Sentar em um banco qualquer, pensar.
Talvez com alguma Sophia ou Alice ao meu lado.
Essa cidade já foi maior, ou eu era menor...
Foda-se.
(...)
Tudo bagunçado.
Ela guardava algumas coisas em caixas de papelão.
E sorria.
Aquela vontade de saber o que realmente acontecia.
Ameaça sair da cidade, me chama pra ir também, mas sabe que não vou.
Qualquer lugar é longe de mim.
Diz que já sou grande, e que sei me cuidar.
Deixei de ser criança depois que vi o rosto que havia debaixo da mascara do meu super-herói favorito.
E ele sabe disso.

domingo, 15 de abril de 2012

I held the keys all this time!

Aprendi a falar com as pessoas sobre o que eu sinto.

E isso as machuca.

E de alguma forma, me machuca também.

Mas eu não ligo.

Elas olham fixamente pra mim.

Muitas vezes falam coisas que me corta de orelha a orelha, ou dão um sorriso sem graça daqueles que quando a pessoa não sabe o que falar.

Sabe?

(...)

Aconteceu tanta coisa.

Vivi mais, escrevi menos.

Não sinto mais tantas necessidades de voltar a escrever.

Porque agora, encontrei com quem conversar.

(...)

Não tem sido nada fácil, mas sobrevivi, e, com um sorriso enorme no rosto.

Aquela felicidade que tem cor, tem cheiro e pode ser tocada.

Todas as nuvens cinza se foram, mas ainda deixaram a grama molhada.

(...)

Todas as cartas estão em cima da mesa.

Dobradas.

Amontoadas.

Lidas.

E que me arrancaram sorrisos.

Sua letra é linda.

Gosto do modo que desenha corações no rodapé da folha.

‘’Quero ser sua espada, e, ser seu escudo’’

(...)

Fala sobre minhas tatuagens.

Diz que já tenho muitas.

Mas ressalta que gosta delas...

E que só quer me avisar, que se mais pra frente eu quiser fazer alguma outra não terá espaço.

(...)

E foi assim.

Esses dias que fiquei longe.

Não longe daqui.

Mas, longe de tudo que eu fui.

Longe do meu antigo ‘’eu’’.

Longe do estranho do espelho.

Eu o quebrei.

Sete anos é pouco.

Quero mais.

(...)

Acabaram minhas latas de felicidade.

A garrafa se quebrou no ultimo final de semana.

E não preciso mais dessa bebida.

Não agora.

Porque Jullian...

Que caralho é Jullian?