segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Não compensa entrar na dança depois que a música parou.

Uma madrugada qualquer.
Um ''bosque'' lindo.
Neblina fina e sem sentido de estar lá, éramos dois.
Uma garrafa na mão me fez lembrar de Alice.
Tinha o nome dela.
Era água.
Com gosto de saudade e uma gota de solidão.
Senti frio.
Alguém me chamou pra voltar.
''A festa ta rolando e você aqui?''
Me deu vontade de voltar.
Alguém ainda quer me ver bem.
Recebi uma sms.
A garota dos sapatos vermelhos me agradecia por ter lhe indicado um filme.
Sorri.
Tentei responder, não consegui.
Saudades dela também.
Eu e minha mania de sentir falta de tudo.
Eu e minha mania de estragar tudo com elas.

I'm sorry Penny

Penrose foi meu amigo na noite passada.
Muitas risadas.
Conversa jogada fora regada a saudade.
Placebo de mim mesmo, pra mim mesmo.
Não sei porque fui te abraçar.
O dia ainda não amanheceu.
''Jullian também nunca mais voltou.''

domingo, 27 de novembro de 2011

Tenho andado tão inquieto que até beijo de seriado me arranca um suspiro.

Sentado no sofá lendo um livro sem graça.
''Olha, o convite do casamento dela, vamos? vai ser legal...'' Falou enquanto cozinhava algo.
''Talvez eu vá, não sei...'' Perdi a concentração do livro e parei de lê-lo.
Estou feliz por ela.
Sério.
É legal saber que ainda existe amor por aqui.
De alguma forma, ela merece isso.
Tem um desenho muito bonito no convite, um noivo e uma noiva dentro de uma xícara de chá, e de alguma forma, me lembram os dois.
O mesmo sorriso dela.
O mesmo olhar dele.

sábado, 26 de novembro de 2011

Just a remember

Não me esqueço da última vez em que te vi.
Entre as grades da velha quadra de futebol perto da sua casa.
Eu te disse tchau.
Você me respondeu sorrindo.
Entrei no carro, e nunca mais te vi.
Sabe, tudo tem sido tão dificil desde quando você se foi.
É sério...
Você nos deixou derrepente...
E dizem que eu morri no seu lugar...
Odeio a data que você se foi.
Parece mentira.
''Dia da mentira''.
Porra...
Sinto muito a sua falta mano...
Mesmo depois de tanto tempo...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

- Acho que você tem medo de ser feliz Charlie Brown. Não acha que a felicidade pode ser uma coisa boa pra você?
- Não sei... Quais são os efeitos colaterais?

Just a moment

Sabe, tanta coisa mudou.
Pensei em te ligar.
Mas não tenho mais seu número.
E não sei o por quê.
Mas se eu te ligasse não seria ''eu'' mesmo.
Seria o outro ''eu'' que você sempre quis que eu fosse.
Mas agora você não quer mais.
E, não sei porque estou escrevendo isso.
Queria te abraçar.
Ela tem 3 filhos.
O primeiro foi embora, sumiu.
O segundo só pensa em sumir, mas nunca vai.
A terceira cuida dela, e nunca pensou em sumir.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Moder Beggar.

E o tempo passa.
As uvas também.
Os amigos também.
Saudades do seu modo ignorante de alguns meses atras.
Você se lembra que nunca precisou de conselhos.
Sempre viveu do modo que queria
E, que agora, o seu tempo passou.
Virou adulto.
E pensar que me escreveram um texto como se eu estivesse morrido.
Talvez o antigo ''eu'' tenha ido.
E o novo também.
E o problema, agora, é descobrir que ''eu'' está aqui.

Se lhe faltar arvores ou canivetes...

E derrepente você percebe que esta na hora de sair de casa.
Arruma suas coisas.
Percebe que esta chuvendo e tem que pegar alguma blusa cheirando a guarda-roupa velho.
A veste, coloca os fones de ouvidos, vê que tem músicas novas no celular e uma sms também.
Sai de casa tentando se esquivar dos pingos da chuva.
Então, seu onibus chega.
Vê que seu banco predileto esta ocupado por uma pessoa qualquer que nunca viu na vida.
Senta em qualquer banco, olha pra sua calça jeans e esta toda molhada do joelho pra baixo.
Olha o chão do ônibus cheio de barro.
Tenta enchergar alguma coisa olhando pro lado de fora mas os vidros estão embaçados.
Percebe que o cobrador usa um bigode ridiculo, que é digno da profissão.
Passa a mão no seu rosto e pensa: ''Puta merda, ta na hora de faazer a barba''.
Da um sorriso sem graça, percebe que alguém escreveu alguns nomes nas costas do banco da frente;
Nome de um menino e uma menina, que talvez juraram amor eterno um para o outro.
Ou talvez não.
(...)
Percebe que chegou o fim da viagem.
Hora de viver.
E você se pergunta: ''Um dia a menos ou um dia a mais?''

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Zander - Battlefield

vou chegar mais tarde
talvez eu pare num bar
só pra eu me lembrar
que eu não tenho que escutar
e não é por mal e nunca é demais tentar
só que hoje eu vou até onde eu agüentar
sem telefonar, nem me preocupar em provar que não é tão difícil assim

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

I don't why I got an owl, I like owls, they got ''hoo hoo''

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Precisando mudar o aspecto do blog.
Logo mais mudanças...

domingo, 13 de novembro de 2011

Quem sabe eu não saiba nada
Ou saiba tudo que eu não sei

Esteban - Sinto muito blues

Jenny

Sempre vai ter uma Jenny na minha vida.
Pra fazer eu me sentir um idiota e dizer pra mim correr...
''Run Forrest... Just run...''
Ela sempre vai voltar, pra me mandar correr...
Ela me deixou em domingo de garoa fina.
O vento era forte e gelado.
''Seu onibus chegou.'' Eu disse.
''Tchau, se cuida.'' me respondeu enquanto me abraçava.
Sempre que alguém me diz isso me sinto uma criança de 5 anos que não sabe atravessar a rua ou recortar figuras de uma revista com uma tesoura sem ponta.

Uma pequena homenagem.

Sei que é foda...
E muito...
Sei lá...
Tentamos te ajudar de varias formas...
Saber que você disse ''adeus''... a ficha ainda não caiu.
Aonde está o Evan agora?
Porra...

One more history

- Lembra de mim?
''Claro que sim, o meu problema é não esquecer, a menina que me chamou de 'cavalheiro''' pensei, antes de disser que sim.
- Você voltou... Eu não disse?
''Jullian também nunca mais voltou'' pensei, antes de cortar o assunto dizendo: - Sumiu...
- Não, tive que ir... E fez uma cara triste.
Um cara passou com uma camiseta, e o encarei.
Ela continuou: - Se meu namorado usasse isso... Quer dizer, eu não tenho, mas se tivesse. E sorriu pra mim.
- Porque não tem?
- Não sei...
- Hum...
- O que tem feito de bom nesse meio tempo que não nos vimos?
- Nada demais, só as mesmas coisas de sempre...
- Hum... Tenho que ir pra casa, quer anotar meu número de celular pra colocarmos o assunto em dia?
''Não tenho assunto com você'' pensei, antes de disser que sim.
- Bom, tenho que ir. Me abraçou e beijou.
- Tchau...





* * *

Não quero transforma-la em personagem porque sei que vou me apegar.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Me abraçou uma vez e disse meu nome.
Me abraçou duas vezes e pediu desculpas.
Me abraçou três vezes e disse que estava cansada.

Penny

Pegou minha lata de saudade.
Estava cheia daquela bebida preta que a anos atras eu odiava.
Deu um gole.
Enquanto bebia piscou pra mim.
Falava ao telefone com alguém.
Falava em um tom exagerado pra chamar minha atenção.
Estava com fone.
Me devolveu a lata.
Pela segunda vez senti o gosto do seu batom.
(...)
''Tchau, mas antes, posso dar outro gole?''
Sem ela perceber chacoalhei a lata, tinha menos de dois dedos do liquido.
Sorri sem graça e disse sim.
Beijou meu rosto e piscou de novo.
''I still need you...'' e seguiu seu caminho.
(...)
''Jullian também nunca mais voltou'' pensei.
(...)
Pensei em voltar e comprar mais uma lata de saudades.
Eu tinha dinheiro.
Tinha vontade de voltar até o bar.
Tinha tempo.
E tinha raiva de mim mesmo.

Você acha que o amor é tudo na vida e, de repente, vê que não sabe nadar.

É, você não sabe nadar. E se o avião cair no mar? O amor vai te salvar? Não, a natação vai te salvar. E se você escorregar na piscina? E se o barco afundar? E se um tsunami atingir a tua praia?

Eu tô nadando contra a corrente.




Tavares.

''Vivendo mais, escrevendo menos''

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A incrível maquina de sonhar em preto e branco

Bob Dylan foi meu amigo.
Pelo menos por uma noite.
Ou era um dia, não me lembro.
Disse que eu tinha me vendido para algo...
(...)
Ela estava lá, não sei o porque...
Só sorriu pra mim e piscou.
Nunca tinha sonhado com ela.
Sei lá.
(...)
Cheguei na casa do Dylan, havia um idoso tomando soro e reclamando da vida.
Virou pra mim e perguntou ''o que esta fazendo aqui?''.
Me olhou como se tivesse me visto crescer.
Não respondi, mesmo assim ele continuou: ''Ta perdido né?''
Pensei: Jullian também nunca mais voltou.
''Já pensou na possibilidade de que aqui não seja seu lugar?'' E apontou pra mim.
Sorri.

domingo, 6 de novembro de 2011

A incrível maquina de sonhar em preto e branco

Acordei (Talvez nem estivesse dormindo).
Abri os olhos.
Respirei fundo.
Pensei: ''Puta que pariu!''
Zombies?
E sorri.
Apagou a luz.
Mandou um beijo.
Fechou a porta.
Disse adeus.
Meu castelo desmoronou.
A garota que oferecia bolo aos mortos chorou.
Julian também nunca mais voltou.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Se importa? - E me mostrou o cigarro.
Fiz que não com a cabeça.
Estávamos no lugar errado.
Na hora errada.
Ao som da música errada.
E das companhias erradas.
Nosso mundo era outro.
(...)
Acho que vou fumar mais um. - E sorriu tímida.
Deitamos naquele sofá nojento.
Olhamos para o céu a luz de um holofote.
Madrugada fria e vazia.
Lugar errado.
Julian também nunca mais voltou.
A fumaça do cigarro fazia desenhos quando voava para o céu.
E ela olhava como se tentasse imaginar algum elefante ou barco nas nuvens.
Me olhou e sorriu.
(...)
Só mais um, o ultimo da noite. - E sorriu pra mim.
Peguei o maço, ''não vai fumar mais nenhum'', e guardei no bolso.
Ela já tinha o futuro pronto.
Tudo certo, cada passo... cada respiração...
Eu, nada certo.
Me olhou.
Sorriu.
''Só mais um? Por favor?...''
Entreguei o maço.
(...)
Olhava o céu.
Me olhava com um ar de doçura.
Julian também nunca mais voltou.
Lugar errado.
Hora errada.
Pessoa certa...
Uma sms:
- ''Acabei de te ver passando na minha rua''
Não respondi.
Alguns segundos depois o celular tocou:
- Oi, tudo bom?...
- Normal, e você?..
- Não gosto quando você esta normal...
- Eu gosto...
- Te vi passando aqui na rua, tava com fone de ouvido e um livro na mão... Ia gritar seu nome mas sei que não gosta disso...
- É, você me conhece, não é um livro, é um filme....
- Da minha janela parecia um livro... mas... ta indo pra onde?
- Pra casa...
- Já é tarde pra estar andando na rua...
- E tarde pra estar no telefone também... não acha?
- É verdade... Mas gosto de olhar a rua nesse horario, tudo parece mais calmo...
- Pior que sim, parece que a cidade que nao dorme realmente dorme...
- Aham... Vou desligar... não quero atrapalhar sua caminhada...
- Tudo bem, durma bem...
- Se cuida...

Ela não queria ter desligado, eu também não.
Mas nada é como imaginamos ou queremos.
Essa é a graça da vida.
Talvez um dia vou lembrar desse dia e rir da minha idiotice;
''Não desliga, quero te ouvir mais um pouco'' veio a minha cabeça.
Julian também nunca mais voltou.
Lembraça pro futuro.
Passou a mão no meu cabelo.
Disse que já esta na hora de cortar.
Deslizou a mão até meu queixo e disse que já tinha passado da hora de cortar a barba.
Resmungou algo sobre ''seu celular não parou de tocar desde as 8 am.''
Falou algo sobre ter carne no feijão.
Ou de não ter carne no feijão.
Sorriu.
Me beijou.
(...)
Não sei se eu estava quase dormindo, ou, quase acordado.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Eu vou sentar e esperar tu me mandar embora mais uma vez.
Que novembro traga com ele tudo aquilo que outubro me levou, que seja doce, que traga a paz, que venha a força, que apareça o foco e que em vez da fé seja o medo que se perca no caminho. Que eu possa levantar-me todas às vezes em que cair ou que eu tenha alguém para levantar-me quando eu cair, que quem apareça traga junto aqueles sorrisos que eu não dou mais. Vem novembro não me deixe decepcionar, não com você e sim comigo. Vem novembro e faça com que eu encontre força em tudo aquilo que achar estar perdido. » b&e


Créditos -

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