domingo, 22 de abril de 2012

Não sei quanto de mim pode suportar.

E então acontece.
O frio vem.
Algumas gotas de chuva também.
E uma saudade silenciosa.
Fecha a porta.
Apaga a luz.
Diz que vai embora, e que não tem hora pra voltar.
Respondo com um sorriso, talvez isso seja a chave, a resposta que todos sempre quiseram de mim, um sorriso.
(...)
Blusa de frio cheirando a mofo, mas ela tem tanta história que se tornou a preferida.
Uma lata de qualquer coisa na mão, não importa o quanto você beba, ela nunca vai estar vazia;
Vontade de andar por ai.
Sentar em um banco qualquer, pensar.
Talvez com alguma Sophia ou Alice ao meu lado.
Essa cidade já foi maior, ou eu era menor...
Foda-se.
(...)
Tudo bagunçado.
Ela guardava algumas coisas em caixas de papelão.
E sorria.
Aquela vontade de saber o que realmente acontecia.
Ameaça sair da cidade, me chama pra ir também, mas sabe que não vou.
Qualquer lugar é longe de mim.
Diz que já sou grande, e que sei me cuidar.
Deixei de ser criança depois que vi o rosto que havia debaixo da mascara do meu super-herói favorito.
E ele sabe disso.

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