quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Talvez seja o fim da felicidade que explodiu e quase arrancou meus braços e pernas.

Pensei em escrever algo.
Mas não consigo.
A cabeça esta em outro lugar.
Mas os pés continuam no chão.
Voltei a ter sonhos assustadores.
E ''assustador'' não significa monstros, mortes e cair de prédios.
O que me assusta é o medo de ficar só.
Todos me dizem isso, e estou começando a acreditar.
Porra...
Apague a luz....
Feche a porta....
(...)
Meu celular esta morto sobre a mesa do computador.
E não quero ressuscita-lo.
Sei que terá algo pra me foder com o meu dia.
Ou pra infeccionar alguma ferida.
Vou deixa-las pra depois.
(...)
Depois que esse Tsunami passar.
Depois que todas essas coisas caóticas e pós-apocalipticas acontecerem.
Queria ser resgatado em meio a esses escombros e corpos despedaçados pelos sentimentos.
E reviver em um abraço longo e quente, que me ressucite como um desfibrilador.
''Bring me to life''
Por favor.



Desconcentrado, agarro-me ao trinco da primeira porta que eu encontro. E sempre acabo no mesmo quarto, na frente do mesmo computador, ouvindo as mesmas músicas, ínsone. (Lucas Silveira)

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