Desci do onibus.
Chovia muito.
Mas não era uma chuva comum, daquelas que gosto de apreciar.
Fiquei em baixo de um toldo qualquer esperando diminuir os pingos.
Uma mulher também esperava diminuir os pingos.
Reclamou algo, sorri e disse ''é foda''...
Ela puchou um maço de cigarros, passou a mão em todos os bolsos em busca de isqueiro.
Perguntou se eu fumava, fiz que sim com a cabeça.
Passei a mão em todos os meus bolsos e disse que tinha esquecido meu isqueiro no trabalho.
Disse que eu não tinha cara de quem fumava, enquanto procurava o isqueiro em sua bolsa.
Não é preciso ser fumente pra ter um isqueiro.
Não querai assunto de modo algum.
Recebi uma ligação do caminho do trabalho pra casa que me deixou pensantivo.
Torci para meu telefone tocar.
Não tocou.
Me liga guria.
Continuou com o assunto, disse que tinha dois filhos, e que trabalhava 10 horas por dia.
O mais incrivel disso, é que reclama do trabalho e não tem coragem de sair dele.
Ou capacidade sei lá.
Vontade de ir pra casa.
Ou de sair dali.
Vontade de conversar com alguém que se importa.
Pensei Singer.
(..)
A chuva diminuiu.
Não fui pra casa.
Vim pra cá.
Escrever esse texto sem sentido.
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