terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Desde o começo, sabia que iria me tornar um fantasma.

Eu nunca pensei que sentiria saudades daquele lugar.
Talvez eu não sinta saudades do lugar, mas sim, daqueles dias.
Aquelas formigas que nos davam boas-vindas com uma frase de um livro que dizem ser sagrado;
Os dias em que olhávamos as luzes da cidade se acender devagar através das janelas sujas;
Nos dias em que riamos das nossas próprias desgraças sem pensar no futuro, porque, ali era nosso futuro;
Aqueles cartazes mal feitos, só para ganhar créditos, que depois de alguns dias, virariam cinzas.
Nossas risadas vão ecoar ali, pra sempre;
Nós éramos comandados por sinais ensurdecedores, que dizia pra onde deveríamos ir;
Lá, conheci Sophia.
Lá, conheci Alice.
Lá, conheci a verdadeira saudade.
Ouvíamos tantas histórias sem sentido para nós, mas com sentido no tempo deles;
Agora, tudo mudou.
São novas pessoas lá, e, ano a ano vamos sendo mais esquecidos.
Eu sabia que sentiria saudades, agora, a ficha caiu.

Em memória.
A todos que já foram esquecidos.
E, a todos que seram, inclusive eu.

Nenhum comentário:

Postar um comentário