quinta-feira, 22 de março de 2012

Saudades daquela cidade fria...

Na rua, só eu e alguns cachorros rasgando lixo.
No bolso, alguns trocados e umas anotações em guardanapos.
Na mão direita uma lata de saudades.
Na esquerda, a falta de alguém.
‘’Já sentiu algum cheiro que te faz sentir saudade? Tipo um perfume, que, você sente e lembra de alguém ou de algum tempo...’’
Talvez seja isso.
Perfumes.
O telefone toca, não sei quem é, não atendo, ‘’talvez fosse importante’’ penso.
Tenho tido raiva de celular, por algum motivo; É tão superficial, sei lá...
Ela me diz pra ficar, diz que não vai me deixar ir.
Eu peço uma blusa emprestada ou algo pra me esquentar.
Ela me abraça.
Eu não tenho reação.
É aconchegante.
Dou um sorriso, digo ‘’tchau’’.
Ela faz uma cara triste.
Pega um guardanapos e anota o seu telefone.
Ela diz algo sobre ‘’pode me ligar quando precisar de alguém pra conversar.’’ Faço que sim com a cabeça.
Viro as costas.
Percebo que ela ficou no mesmo lugar, imóvel, me olhando ir
. Passo a mão no bolso, uma nota.
Entro em um bar qualquer, peço uma lata de saudades.
É simples, faz mal, e, o primeiro gole revigora.
É tudo tão simples.
Tudo tão bonito.
Tão patético.
‘’É melhor ir pra casa, descansar, já esta tarde.’’



'’Deixei todos os meus cigarros na tua casa’’

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