Foi estranho como tudo aconteceu.
Tempo de escola, muito barulho, poucos olhares, nenhuma palavra.
Você passava e tirava meu foco.
Passava e me arrancava um sorriso, mesmo nas manhãs mais tristes.
Tudo aconteceu do nada.
- Elivelton, essa é minha amiga ''Sophia''.
- Oi ''Sophia''...
Foi estranho, mas belo.
Ficamos nesse ''oi'' durante meses, talvez anos...
Mas dentro de cada um gritava um sentimento forte, mas preso por correntes com elos enormes.
Depois de um tempo, te procura no intervalo das aulas ficou fácil, você sempre estava ao meu redor, me dando aquele sorriso que me apaixonei.
Mas, depois de alguns meses não te encontrei mais lá.
Tudo bem, o seu tempo passou naquele lugar, como o meu também passou.
Mas você deixou saudades e não deixou o telefone.
Levou um pedaço do meu peito e me fez conhecer Jullian.
Depois que você sumiu eu te procurei, sabia que era tarde demais... Mas eu não sabia muito sobre a vida...
Ainda te procura naquela rua em que você costumava passar os finais de semana, não encontrava nada.
Sentia falta do seu sorriso.
De verdade...
E então foram passando os dias, as semanas os meses, os anos...
Alguns amigos me falavam sobre você, que você tinha ido morar em outra cidade, e tinha conhecido um cara legal...
Continuei minha vida, sabe?
Foi foda...
Ficou aquele vão enorme...
E ai depois, descobri que você não tinha mais aquele cara legal, e que nesse meio tempo, eu tinha conhecido Alice, Summer, Marla e outras que não cito.
Do nada eu te procurei, e você também me procurou.
Senti necessidade de terminar aquela página em branco que tínhamos deixado.
Marcamos de nos encontrar pra colocar a conversa em dia.
E foram dias...
Ficamos juntos uma noite.
E talvez, foi a mais revigorante da minha vida.
Te levei até a sua casa, e, de algum modo, eu sabia que era a ultima vez que iríamos nos ver...
- Até aqui já ta bom?
- Sim, vai pra sua casa agora... E se cuida tá?
Me deu aquele sorriso.
- Ta bom, se cuida também, e me liga amanha...
- Ta...
Me beijou, virei as costas, voltei pra minha casa.
Esperei o ''amanha''.
Não me ligou.
Depois deu alguma desculpa esfarrapada do tipo ''fiquei bêbada e perdi meu celular, me passa seu numero de novo''
Passei, como todo idiota apaixonado.
Acreditei demais em você, graças a ferida que Alice fez em mim.
Depois de algum tempo eu perdi minha esperança em ver aquele sorriso.
''E hoje em dia, eu não penso em te ver...''
O mais foda é ter perdido tanto tempo sofrendo, pensando em como poderia ter sido nossas vidas juntos.
O mais foda é ter escrito apenas ''e assim, cada um seguiu sua vida...'' naquela folha em branco.
(...)
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